Quarta, 28 de junho de 2017 • 4 Tammuz 5777  • ד' תמוז  ה' תשע"ז

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Kasher nas Alturas

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Kasher nas Alturas

Vai viajar? Quer saber mais sobre kasher no vôo? Leia o Artigo Kasher nas Alturas, de autoria de Meir Koshland, do BDK.

Apesar das companhias aéreas tentarem economizar onde é possível, investem bastante na área de alimentação. Afinal de contas, se um passageiro não tiver alimentação de acordo com as expectativas, provavelmente a companhia perderá um cliente.

Por este motivo, as companhias dispõem de alimentações especiais diversas. Entre estas, a alimentação kasher, distribuída sem custo adicional.

Muitos perguntam como saber o que se pode ingerir nos voos. Este artigo tem com intuito trazer uma orientação básica.

Bebidas:

Suco de laranja servido nos voos, sendo suco natural, pode ser bebido mesmo não sabendo se o suco se encontra em alguma lista de kashrut.

Demais sucos, só consumir se tiverem supervisão ou que constem em listas de supervisões. Ademais, devem ser evitados, uma vez que podem apresentar questões de kashrut.

Chá e Café:

Chá e café podem ser tomados em copos descartáveis ou nas xícaras que vem dentro da embalagem com a refeição kasher. Aqueles que só tomam Chalav Yisrael, não devem beber leite servido em voo.

Vinhos:

Não podem ser consumidos, a não ser que tenham supervisão rabínica competente, lacrado em garrafa individual. Logicamente tomando-se o cuidado de não deixar a garrafa aberta e sem supervisão do passageiro, após rompimento do lacre pelo passageiro.

Na El Al os vinhos servidos na classe econômica são “mevushal”, não apresentando qualquer problema dos aeromoços servirem. Nas classes First e Business, há vinhos que não são “mevushal”. Neste caso, o passageiro pode solicitar uma garrafa fechada.

Snacks:

Os snacks distribuídos em voo, precisam obrigatoriamente ter supervisão kasher.

Vale ressaltar ao público consumidor de lista verde: de uma forma geral e principalmente as supervisões americanas sobre biscoitos (e afins) são “Pat Palter”, a não ser que esteja escrito claramente “Pat Yisrael”.

Em voos noturnos é comum as companhias disponibilizarem na galley (“cozinha”) sanduiches e outros alimentos. Logicamente estes também precisam ter supervisão kasher.

Balas e Chocolates:

As balas e chocolates distribuídas em voos, só podem ser ingeridos se possuírem supervisão kasher.

Duty Free:

Os produtos vendidos em Duty Free precisam de supervisão kasher. Interessante notar, nos voos da El Al, consta no guia de compras Duty Free qual a supervisão e se é Chalav Yisrael ou não. No Duty Free da El Al há também produtos que não são kasher, mas estes estão devidamente rotulados.

Pêssach:

Em Pêssach os cuidados devem ser muito maiores. Não se deve consumir nada (alimentos e bebidas – exceto água sem gás) que não tenha supervisão kasher para Pêssach. Deve-se tomar cuidado com os produtos do Duty Free, para não comprar produtos que sejam ou contenham chamêts. Nos voos da El Al, durante Pêssach, só comercializam produtos kasher para Pêssach.

Importante: Poucas companhias aéreas fornecem refeição kasher lepêssach. Por conseguinte, cuidado redobrado deve ser tomado em Pêssach. Algumas supervisões tomam o cuidado de colar uma etiqueta grande e chamativa escrito “chamets” nas bandejas de refeição kasher para durante o ano antes de Pêssach. Desta forma, um passageiro em Pêssach logo percebe que não é para sequer aceitar a bandeja. Já a El Al kasheriza todos os aviões para Pêssach e todas as refeições e demais alimentos servidos são kasher lepêssach não kitniyot.

Refeições:

As refeições kosher devem ser solicitadas com antecedência pela agência de turismo ou diretamente com a companhia aérea. Geralmente as companhias exigem que seja solicitado até 72h antes do voo. A confirmação aparece na reserva como KSML (Kosher Meal).

Na El Al toda a alimentação servida é kasher padrão básico. Passageiros que desejam alimentação “mehadrin” devem solicitar com antecedência por “Special Kosher Meal” (SKML). Há também KFML (Kosher Fish Meal) – peixe para quem não deseja refeição de carne. Há também KCML (Kosher Children Meal) – refeição especial para crianças.

Toda bandeja de alimentação kasher vem com um certificado de kashrut dentro da embalagem fechada. Nele o passageiro encontrará todas as informações a respeito da refeição e procedimentos tomados. Antes de iniciar a refeição, é ideal ler o certificado para estar ciente das informações ali contidas. Nele estará escrito, por exemplo, se os laticínios são Chalav Yisrael ou Chalav Stam.

No certificado estará indicado também a berachá do pãozinho. Geralmente é mezonot, mas às vezes é hamotsi.

As embalagens devem estar totalmente fechadas. Se estiverem abertas, não se deve consumir.

O prato quente deve estar, impreterivelmente, embalado em duas embalagens hermeticamente fechadas, uma vez que é aquecido em forno não kasher. Se estiver aberto, é proibido ingerir.

Normalmente os talheres são descartáveis. Mas, alguns caterings usam talheres de metal. No certificado figura a respeito da kasherização destes, devidamente executada por eles.

Geralmente são usadas cores para distinguir os alimentos: carne (vermelho), parve (verde) e leite (azul).

Importante: Entre refeições de carne e refeições de leite é obrigatório fazer a devida interrupção conforme a halachá. Cada um deve aguardar o tempo necessário segundo o seu costume (6h ou 3h ou 1h). Muito cuidado! As companhias aéreas servem a próxima refeição segundo o planejamento de cabine, nem sempre passando a quantidade de horas necessárias pela halachá. Também, vale ressaltar o cuidado em olhar estas horas num relógio com mesmo fuso horário.

Supervisões:

Geralmente as companhias compram a refeição kasher no país de origem do voo. Mas, em muitos casos, preferem trazer alimentação kasher do seu país (do hub da companhia), para a ida e volta daquele percurso. Portanto, a mesma companhia pode trabalhar com refeição kasher de diversos fornecedores.

Acontece também em um mesmo voo, cada refeição ser procedente de caterings e supervisões distintas. Portanto é sempre correto verificar o certificado.

Aliás, já houve companhias que serviram bandejas embaladas com uma etiqueta escrito kosher, mas não havia qualquer supervisão responsável. Não havia certificado e havia alimentos duvidosos.

A tabela abaixo foi feita para facilitar a pesquisa do passageiro. Nela constam caterings internacionais e suas supervisões rabínicas. Cabe a cada passageiro consultar uma autoridade rabínica competente quanto ao nível da supervisão. Logicamente, como citado acima, em voo, deve-se verificar qual é de fato a supervisão e seus detalhes no certificado que acompanha as refeições.

Não nos responsabilizamos por estas supervisões.

Disponibilizamos (em anexo) as companhias que geralmente utilizam, mas tudo pode variar.

Dica importante: Acontece às vezes, por diversos motivos, que a companhia não possui no voo refeição kasher. Além disso, pode acontecer alguma escala ou cancelamento de voo de conexão e o passageiro ficar mais tempo do que o esperado em algum lugar.*(Esta lista será atualizada periodicamente. Seremos gratos a passageiros que descobrirem novos caterings e puderem nos enviar para complementar a lista.)

Para tanto, é aconselhável ao viajar, sempre levar consigo na bagagem de mão alimentos suficientes para qualquer emergência.
Boa viagem!



A tabela com as principais hashgachot utilizadas em vôos internacionais para o Brasil encontram-sem em anexo.

Agradecemos quem puder mandar para info@koshermap.com.br informações sobre as hashgachot presentes em seus vôos, para que a lista possa ser complementada periodicamente e cada um possa consultar seu Rav de antemão quanto às supervisões rabínicas.

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